Você já abriu uma ferramenta de design e sentiu na hora que estava invadindo a sala de estar de um engenheiro de software?
O Figma acabou de resolver isso.
Nesta semana, ele lançou discretamente quatro novidades que dizem: "Ei, você não precisa ser um mago de UX pixel-perfect nem programar React fluentemente para construir coisas legais."
E o melhor? Essas atualizações não são mais só para designers. São para o profissional de marketing subindo landing pages às 2 da manhã. Para o founder rascunhando ideias de app durante um voo. Para o estagiário encarregado de "deixar o post bonitinho".
Vamos destrinchar, sem palavras da moda. (Está bem, talvez algumas. Mas só as úteis.)
Figma Draw — finalmente, rabiscos que valem alguma coisa
- O que é: uma nova forma de expressar ideias visualmente, com ferramentas de desenho à mão livre embutidas no Figma. É como ter um quadro branco digital, só que mais inteligente.
- Por que é legal:
Já tentou desenhar uma ideia de interface no papel para depois redesenhar tudo na ferramenta de design? Agora não precisa mais. Com o Figma Draw, você rabisca com a mesa digitalizadora, o mouse ou até o trackpad e vê as suas ideias virarem vetores editáveis na hora. - Bom substituto para: Miro, guardanapos de papel e aquele pincel de quadro branco que sempre seca no meio da frase.
- Teste este prompt:
"Desenhe um wireframe rápido do fluxo de onboarding de um app mobile" — não precisa ficar pixel-perfect, é só destravar a ideia. - Dica de quem usa: combine o Draw com auto-layouts para ir da ideia ao design rapidinho. Perfeito para brainstorms em equipe, esboços rápidos de UI ou para explicar algo quando as palavras não dão conta.
Figma Buzz — a sua marca, mas em escala
- O que é: uma forma de criar, gerenciar e compartilhar peças da marca (posts de redes sociais, banners, templates) em escala — com controle de versão e proteção dos ativos já embutidos.
- Por que é legal:
Se você já gritou por dentro porque alguém colocou negrito na fonte errada do template da marca, o Buzz é o seu novo melhor amigo. - Bom substituto para: Canva (para times), bancos de imagem no Notion e pastas caóticas no Google Drive.
- Teste este prompt:
"Gere 5 posts de lançamento de produto usando o nosso brand kit e a nova imagem principal." - Para quem é:
times de marca, profissionais de conteúdo e qualquer pessoa cansada de copiar e colar logos de um zip com dez anos de idade.
Figma Sites — do rascunho ao ar, em uma única aba
- O que é: uma ferramenta integrada para desenhar, prototipar e publicar sites direto do Figma.
- Por que é legal:
Designers: você não precisa mais implorar para os desenvolvedores darem vida à sua visão. Desenvolvedores: vocês não precisam mais fazer engenharia reversa da "visão" maluca de alguém. Todo mundo ganha. - Bom substituto para: Webflow, Framer e aquelas ferramentas de "publique um site em 10 minutos" que nunca levam só 10 minutos.
- Teste este prompt:
"Crie e publique uma landing page simples para uma marca de café, com seção principal, depoimentos e uma chamada para ação."
Bônus: é amigável para SEO, responsivo por padrão e sem nenhuma lágrima de programação envolvida.
Figma Make — crie algo legal. E em breve, dê vida a isso com um prompt.
- O que é: um recurso com IA que está por vir e vai permitir transformar designs estáticos em protótipos funcionais — apenas descrevendo o que você quer.
- Por que é legal:
Em vez de ligar 80 frames na mão ou implorar para o colega que "sabe usar Smart Animate", o Figma Make promete coisas como: "Faça este botão ir para a página de preços" — e pronto. - Bom substituto para (eventualmente): ProtoPie, ligações infinitas entre frames e aqueles apelos no Slack de madrugada por "só um efeito de hover".
- Perfeito para: prototipagem rápida, mockups prontos para apresentação e momentos de "eu precisava disso ontem".
- Por que importa:
Ainda não foi lançado, mas aponta para um futuro em que prototipar sem código será tão simples quanto conversar com uma IA. - Ainda não chegou — mas já está elevando o nível.
O que isso significa para criadores, times e curiosos de design em geral
Essas ferramentas deixam a construção mais fluida e colaborativa — seja você designer em tempo integral ou alguém que ontem mesmo pesquisou "como alinhar texto no Figma".
Com o Figma Draw, você vai do guardanapo ao mockup em minutos.
Com o Buzz, os ativos da marca ficam consistentes (e regulares).
O Sites permite publicar sites inteiros — sem aprender HTML nem subornar o time de desenvolvimento.
E o Make? É uma prévia de um futuro em que as suas ideias viram protótipos só de serem digitadas.
Alguns desses recursos — como o Draw — já estão prontos para uso. Outros, como Buzz, Sites e Make, estão em beta ou sendo liberados aos poucos. Mas já estão redefinindo o que significa desenhar e construir em um único lugar.
O futuro da criação chegou — e não é só sem código, é sem atrito.
E se você ainda acha que o Figma é "só uma ferramenta de design", bem… boa sorte para alcançar o resto.
Atualizado em 20 de agosto de 2026


